segunda-feira, 18 de abril de 2011

Arezzo, fora de moda

Indigada e repudiando a nova coleção outono/inverno 2011 da Arezzo. Além de estar curiosíssima para saber de que modo gerenciarão a crise. A coleção “Pelemania” está gerando uma enorme propaganda negativa para a marca, graças as redes sociais. No site da loja podemos escolher entre couro de cabra, pele e pelo de coelho e raposa. 

Echarpe com pelo de raposa: R$ 1.549
Até o momento, a Arezzo ainda não comentou nada sobre as diversas críticas no twitter e facebook. No twitter, frases como “ nojo dessa loja “, “quanto mais arezzo, mais fantasmas me aarecem” (essa é digna de slogan) estão tumultuadas na timeline, fora as tags #boicotearezzo e o nome da marca nos tópicos mais comentados. No facebook até fotos de raposas mortas, sangue e crueldade aparecem na página da loja.

Acho que morte não combina com moda, além do mais que coisa mais “out” esse negócio de pele! Existem produtos sintéticos que forjam muito bem a ideia de pelos e peles. Total falta de percpção da marca colocar uma coleção dessa no mercado. Em pleno auge dos movimentos ecológicos, em plena urgência dos ambientalistas em mobilizar todo o mundo, a arezzo faz isso! Estava na cara que não ia dar certo. Não tem como reverter esse propaganda negativa. Já era. Não adianta dizer que a Arezzo não é a única a fazer isso. A Arezzo não é lá uma griffe para poucos, é uma marca popular e hoje, com as redes sociais, nada sai sem ser percebido.

Tenho uma sugestão para a Arezzo: tirar imediatamente a coleção de circulação, pedir desculpas e doar o dinheiro já arrecadado com as vendas da “Pelemania” para ONG's protetoras de animais. Já imaginou ambientalistas radicais quebrando algumas das 280 lojas espalhadas pelo Brasil? Melhor dar um fim à coleção.

domingo, 17 de abril de 2011

Maria Antonieta de Sofia Coppola

Se é inegável uma energia masculina nos filmes do pai, Francis Ford Coppola, a feminilidade é o traço mais marcante da direção de Coppola filha. Ainda, não sei como, não tinha visto sua direção de 2006 em Maria Antonieta, filme baseado em livro homônino de Antonia Fraser. Maravilhoso! Kirsten Dunst, talentosíssima, belíssima, meiguíssima, açucarada e melancólica interpreta a última rainha da frança com cor, beleza e aquele olhar sutil dos personagens dos filmes de Sofia.

Divulgação
Entre as verdades e inverdades dessa história que se passa na Revolução Francesa, a câmera tenta adentrar no não oficial, capturar a tensão do momento que tranforma a princesa em rainha e a menina em mulher. Maria Antnieta leva a culpa por não ter herdeiros, chamada de frígida esconde a o problema do marido no jeito calmo, nas festas, na moda. Trilha sonora, magnífica. Ao som do pós punk percebemos toda a melancolia por trás dos glamourosos vestidos.

O roteiro tem passagens muito boas para falar do nascimento dos filhos e perdas. Porém a passagem mais marcante acontece quando o filme sai tenuamente do universo pessoal da realeza e expõe o problema político, entre a França e a Áustria e a raiva do povo com a situação. O filme acaba antes que a guilhotina ponha fim na história de Maria Antonieta, mas não era mesmo isso que a diretora queria. O que Sofia quis foi mostrar a jovem mulher e suas diversas formas de escape.

sábado, 16 de abril de 2011

Oração para fazer na páscoa

Que todas as minhas agonias se encerrem a cada mordida
Que todas as minhas fúrias e incompreensões se calem
Que minhas perversões sosseguem
Que eu consiga sublimar meus impulsos
Que eu não tenha o castigo por cometer a gula
Que a academia abra na segunda-feira!

...minha páscoa já começou...na TPM!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A descoberta do fogo

Consegui entender exatamente como o fogo surgiu e transformou para sempre a humanidade. Foi o homem-das-cavernas quem inventou o fogo, certamente, pois a mulher-das-cavernas tinha que tomar conta do bebê-das-cavernas, sem tempo para brincar de esfregar pedrinhas. Contudo a utilidade para o fogo, quem deu foi a mulher. A seguir, a história não oficial:

Era uma vez o homem-das-cavernas em uma bela tarde fresca. Sem fazer nada, vendo a mulher-das-cavernas cuidando do bebê-das-cavernas, limpando a caverna e costurando as peles dos animais para aquecer toda a comunidade, o homem-das-cavernas resolveu dar um passeio. Durante o caminho concluiu que seria bom sentar no chão e continuar não fazendo nada. Foi, então, que avistou duas pedras e resolveu brincar com elas.

O homem-das-cavernas esfregava as pedrinhas, até que saiu fogo. Achando aquilo divertido continuou a fazer e cada vez que o fogo saía, ele ria. Chamou o amigão e os parceiros, todos acharam uma máximo a brincadeira e começaram a imitar. Assim, todo domingo se reuniam para brincar de esfregar pedrinha e sair foguinho.

As mulheres-das-cavernas irritadas com aquele compromisso secreto, decidiram aparecer de surpresa. Vendo aquelas duas descobertas, o fogo e a de que o homem é um ser estranho, aproximaram do fogo e agradeceram aos Deuses pela dádiva. Os homens olhando um para a cara do outro e procurando ao redor o grande invento que as mulheres comemoravam, nada entenderam.

Foi aí, que a mulheres-das-cavernas inventaram, também, o primeiro assado, o primeiro churrasco e o primeiro banho quente. Se dependessem dos homens, estariam até hoje batendo pedrinha e fazendo uha-uhu-aha quando saisse foguinho.



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Clichê


Eu vou aumentar até o último volume para poder escutar meu coração. Às vezes, tudo é bobo demais. Na maioria do tempo, tudo é delicioso. A vida, como dizem, é clichê.

E não dá para entender.